segunda-feira, 16 de março de 2015

Compania Aeria Gol

A GOL é a primeira companhia brasileira a operar aeronaves com o sistema por satélite RNP AR no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A novidade garante uma aterrissagem mais linear e sustentável. Entenda um pouco mais sobre o funcionamento dessa tecnologia.
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- Satélite
RNP AR é a sigla em inglês para “performance de navegação requerida com autorização”. O sistema por satélite transmite informações on-line sobre as condições climáticas da rota e dados de altíssima precisão sobre o posicionamento da aeronave em relação ao solo e ao horizonte.
- Visibilidade
As aeronaves com RNP AR podem realizar aterrissagens absolutamente seguras mesmo com baixa visibilidade. Devido à alta precisão e à confiabilidade do sistema por satélite, o teto – altura das nuvens em relação ao solo – para pousos passou de 300 para 93 metros no Santos Dumont.
- Torre de Controle
A tecnologia RNP AR não depende da instalação de novos aparelhos para funcionar, mas é necessário treinar, em centros de formação específicos, a equipe de controladores de voo, que recebem instruções sobre os novos procedimentos de segurança para pouso.
- Menos é mais
Por proporcionar um plano de voo mais preciso, sem desvios, o sistema RNP AR permite que os pilotos façam descidas contínuas. Exigindo menos potência das turbinas, a aeronave economiza combustível no trajeto, emite menores índices de CO2 e produz menos ruído externo.
- Na cabine
Mais de 50 aeronaves da GOL foram equipadas com o software para o funcionamento do sistema RNP AR. Os dados em tempo real ajudam o comandante a fazer a transição do piloto automático para o comando manual e a realizar o pouso de forma mais linear e constante.
Plano de voo
O comandante da GOL Leonardo Constant e o especialista em operações de voo Renato Gonzaga contam mais detalhes sobre o sistema RNP AR.
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Por que o aeroporto Santos Dumont foi escolhido para receber aviões com sistema RNP AR?
O Santos Dumont exige bastante dos pilotos e das aeronaves em função das formações geográficas ao redor do aeroporto, como o morro do Pão de Açúcar, e de sua pista curta – é uma das menores do mundo, com apenas 1.323 metros. Além disso, a região sofre influência constante de nevoeiros, o que diminui a visibilidade para pouso.
Esse sistema tem influência no uso do piloto automático?
Nos aviões com o sistema RNP AR a tripulação recebe informações precisas e confiáveis, o que permite que o piloto automático seja desativado apenas no estágio final da aproximação do aeroporto. A partir desse momento, são efetuadas as operações normais de pouso, seguindo os procedimentos estabelecidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pela GOL. Os pilotos sempre são os responsáveis pelo controle da aeronave durante a aterrissagem, em qualquer situação.
Há quanto tempo a GOL realiza voos com RNP AR?
Antes de começar a operar comercialmente com o sistema, em agosto de 2014, a GOL passou dois anos testando a tecnologia e capacitando tripulações destacadas para o Santos Dumont em simuladores de voo de última geração no Centro de Treinamento da companhia, em Diadema (SP), e em voos teste para o Rio de Janeiro.
O quanto se economiza com a nova tecnologia?
O procedimento RNP AR reduz a necessidade de manobras e permite descidas mais lineares e constantes. Cada voo na ponte aérea economiza cerca de 120 quilos de combustível – no total por semana, 22,6 toneladas. Quanto menos se consome, menos gases causadores do efeito estufa são liberados para o ambiente.
Outros aeroportos também poderão utilizar o sistema?
Operações em outras bases estão previstas para este ano, mas dependem de aprovação da Anac. As prioridades para a GOL são os aeroportos de Congonhas, em São Paulo; Cumbica, em Guarulhos; Viracopos, em Campinas; Galeão, no Rio de Janeiro; e Lauro Carneiro de Loyola, em Joinville.
Esta matéria foi publicada na edição número 155 da revista de bordo da GOL, produzida pela editora TRIP. Agora, você também pode ler as edições da revista no tablet. Aproveite!
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domingo, 8 de março de 2015

Hotel Garopaba

A praia de Garopaba é o cenário escolhido pelo Hotel
 para receber você e sua família. Ambientes confortáveis e aconchegantes.

Aberto a partir de dezembro  até Páscoa e Feriados!
Estacionamento Próprio!

À 50 metros da praia !

Localizado no centro da Praia de Garopaba, próximo aos bares e restaurantes
 e da Igreja Matriz de frente à praça 21 de Abril.

  

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Bombeiros de Garopaba extinguem grande incêndio em vegetação

O Corpo de Bombeiros Militar de Garopaba trabalhou incansavelmente nesses últimos dois dias (09 e 10 de Janeiro, 2015). Pois no final da tarde de sexta-feira, o caminhão (Auto Bomba Tanque e Resgate – ABTR-50) foi acionado para o atendimento a um incêndio em vegetação próximo a um condomínio no bairro Palhocinha de Garopaba. Ao chegar no local verificou-se que onde as chamas se encontravam não era possível acessar, em virtude de que abaixo da vegetação havia um grande banhado, o que foi determinante para que as ações contra o fogo se voltassem, no primeiro momento, apenas na observação do caminho que ele percorreria, para que assim o combate fosse realizado quando o mesmo se aproximasse de edificações e/ou possíveis acessos. E foi o que aconteceu, o fogo chegou perto de algumas residências, mas a guarnição do Corpo de Bombeiros Militar de Garopaba conseguiu combater as chamas antes que houvesse uma tragédia maior. E ainda contou com a ajuda da chuva, naquele primeiro dia, o que permitiu um momento de descanso, visto que já era noite e não havia a possibilidade de solicitar auxílio do Arcanjo 01, pois o mesmo só pode atuar durante o clarear do dia.

Por volta das 23h30 de sexta, o fogo voltou a surgir e a por novamente em risco a edificações próximas. Entretanto, se resumiam em alguns focos, os demais ainda estavam muito longe do alcance de qualquer linha de mangueira do caminhão. Assim, a guarnição passou a madrugada toda combatendo os focos que se aproximavam dos acessos.

Já na manhã de sábado o fogo havia praticamente sido extinto pelos bombeiros, restando apenas fumaças brancas em pontos distintos. Mas com o forte calor e a chegada do vento, no final da manhã, o fogo voltou a surgir e aos poucos foi tomando força (ainda em local sem acesso), exigindo esforços das guarnições de Garopaba e Imbituba, as quais se voltaram novamente na observação do caminho do fogo e combate nos acessos. O Helicóptero Arcanjo-01, do Batalhão de Operações Aéreas do CBMSC também foi acionado para o apoio, entretanto só pôde iniciar o combate no meio da tarde, visto que durante o dia todo estavam empenhados em outras ocorrências mais graves em outras cidades de SC. Contudo, seu auxílio no combate foi essencial, tanto para evitar que o fogo atingisse edificações a qual se aproximava, como também para que o caminho em que o fogo continuasse a seguir fosse controlado, evitando assim possíveis incêndios em residências vizinhas.

A extinção completa do fogo aconteceu por volta das 3h da manhã de domingo, quando finalmente as chamas chegaram próximas a SC-434, sendo então possível seu eficaz combate. No total, estima-se que o fogo atingiu em torno de 30 hectares de vegetação do banhado. Nenhuma edificação ou propriedade foi danificada.

A preocupação com os incêndios ambientais é uma realidade global, porque muito mais do que os prejuízos financeiros trazem, prejuízos imensuráveis à biodiversidade e aos ecossistemas estarão presentes. Na situação em que foi vivenciada neste incêndio, foi ainda mais preocupante, visto que por estar acima de um banhado dificultou ainda mais o seu combate, deixando assim os bombeiros reféns de sua aproximação dos locais onde caminhão conseguiria acessar. Portanto, não adiantaria de nada ter em pronta resposta mais de dois caminhões, visto que a maior parte das chamas se concentravam nos locais mais distantes dos acessos – no interior do banhado.  E isso causava um grande desconforto e sentimento de impotência por parte dos combatentes que eram obrigados a assistirem o fogo sem o poder de combate. O pedido de apoio de viaturas (caminhão, ambulância, helicóptero, etc) de outras cidades, deve ser feito com cautela e precisão, pois a partir do momento em que uma viatura é retirada de sua cidade para auxílio à outra, acaba por oferecer riscos importantes àquela cidade onde ficou sem a viatura para pronta resposta as emergências locais.